8.12.2005

A Fonte de Morpheu


Visto que ninguém adivinhou eu digo: este poema é de Florbela Espanca (Poetisa: 1894 – 1930). Este poema foi musicado pelos Febre Ébria, banda a quem pertenci, do género underground. se quiserem ouvir a música mande-me um mail. Vale a pena ouvir. É declamação apenas, bem ao estilo de Florbela...

Ó Noite porque não vens,
E não me embalas no teu regaço?
Queres que te veja nada e morta
E não beba o mel que tu conténs?

É então que Morpheu, por fim, vence
E pelo cansaço se aproxima
É o turpor que em mim se instala
E a razão já não convence.

Agora já só o Sono dita.
Só Ele cogita e conjura
E faz da sua Ditadura
Fonte que jorra infinita

Fonte de mel, apetecida
Que quer furtar a realidade
No seu regato há crueldade
Por não dizer se é dela a Vida.

Sem comentários: