
Visto que ninguém adivinhou eu digo: este poema é de Florbela Espanca (Poetisa: 1894 – 1930). Este poema foi musicado pelos Febre Ébria, banda a quem pertenci, do género underground. se quiserem ouvir a música mande-me um mail. Vale a pena ouvir. É declamação apenas, bem ao estilo de Florbela...
Ó Noite porque não vens,
E não me embalas no teu regaço?
Queres que te veja nada e morta
E não beba o mel que tu conténs?
É então que Morpheu, por fim, vence
E pelo cansaço se aproxima
É o turpor que em mim se instala
E a razão já não convence.
Agora já só o Sono dita.
Só Ele cogita e conjura
E faz da sua Ditadura
Fonte que jorra infinita
Fonte de mel, apetecida
Que quer furtar a realidade
No seu regato há crueldade
Por não dizer se é dela a Vida.
Ó Noite porque não vens,
E não me embalas no teu regaço?
Queres que te veja nada e morta
E não beba o mel que tu conténs?
É então que Morpheu, por fim, vence
E pelo cansaço se aproxima
É o turpor que em mim se instala
E a razão já não convence.
Agora já só o Sono dita.
Só Ele cogita e conjura
E faz da sua Ditadura
Fonte que jorra infinita
Fonte de mel, apetecida
Que quer furtar a realidade
No seu regato há crueldade
Por não dizer se é dela a Vida.
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