12.07.2005

Falar?


Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem a opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar as pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os próprios erros ou tentar fazer diferente algo que já se fez de muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele(a) deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que se diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é viver essa situação e saber o que fazer ou ter coragem para o fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo nos deixa irritados.
Difícil é expressar o teu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais. Sem a mais pequena, e realmente significante atitude...
"Carpe Diem"

Nem tudo é fácil

É difícil fazer alguém feliz, mas é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
É difícil ser fiel, assim como é fácil nos aventurarmos.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer por hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil abrir os olhos e ver o que de bom a vida nos deu, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil pormo-nos no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
É difícil ver o comboio a partir, assim como é fácil pedir para ficar a quem te quer levar.
Se erraste, pede desculpa! É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou contigo, perdoa-o! É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil arrepender-se?
Se sentes algo, diz!!! É difícil abrires-te? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de ti, ouve! É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir?
Se alguém te ama, ama-o! É difícil entregares-te? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida, mas com certeza nada é impossível!
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não sonhemos apenas, mas também tornemos os sonhos em realidade!
Quem disse que era fácil???




Dezembro 2005

11.22.2005

A Morte do Amor

Todos os dias morre um amor.
Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor.

Ás vezes de forma lenta e gradual, quase indolor, após anos e anos de rotina.

Ás vezes melodramáticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a “barraquices” públicas, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos.
Pode morrer numa cama de hotel ou simplesmente em frente à televisão de Domingo.

Morre sem um beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com um gosto salgado de lágrima nos lábios.

Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, diálogos cada vez mais resumidos, de beijos cada vez mais gelados...

Morre na mais completa e letal falta de acção!...

Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, somos relutantes em admitir.

Pode morrer como uma explosão, seguida de um suspiro profundo (porque nada é mais doloroso que a constatação de um fracasso), de saber que, mais uma vez, um amor morreu.

Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa.

Esta é a lição: QUALQUER AMOR PODE MORRER!

E, todos os dias, nalgum lugar do mundo, existe um amor que está sendo assassinado.

Como pista do terrível crime, surge um saco de presentes devolvidos, uma lista de palavrões sem censura, ou o barulho insuportável do relógio depois da discussão... Afinal, todo crime deixa as suas evidências!

Qualquer um de nós pode ser um assassino…
E podemos agir como age um assassino: podemo-nos esconder debaixo dos lençóis, podemo-nos refugiar nas salas de cinema vazias, ou preferir trabalhar que nem um louco, ou viajar para "espairecer", ou confessar a culpa em altos brados, fazendo do empregado de bar um confidente…

Existem também os amores que clamam por um tiro de misericórdia: ainda estão juntos, mas comportam-se como um cavalo ferido, à espera de ser sacrificado.

Existem também os “amores-fantasma”, aqueles que se recusam a admitir que já morreram. São capazes de perdurar anos, como mortos-vivos sobre a Terra, teimando em resistir, apesar das camas separadas, dos beijos frios e burocráticos, do sexo sem tesão (se houver).

Esses não querem ser sacrificados, mas irão definhar aos poucos…

Existem ainda os “amores-vegetais”, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, que se refugiam em fantasias platónicas, recordando até o fim de seus dias o sorriso da loirinha da 4ª classe.
Ou se faz presente no(a) fã que até hoje suspira e delira em frente de um poster do seu ídolo musical…

Mas eu, quase já desistindo da minha busca, pude ainda encontrar uma outra classificação: os amores-vencedores.
Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das infinitas contas a pagar, da paixão que decresce com o decorrer dos anos, da mesa-redonda no final de domingo, das cuecas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas e se revelam fortes, pacientes e esperançosos.
Mas esses são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. São de uma beleza tão pura e rara que até parecem lendas.

Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, nos jornais: PROCURA-SE UM AMOR VENCEDOR — OFERECE-SE GENEROSA RECOMPENSA.
Mas, no fundo, sei que ele não surgiria como por acaso…

O que esses poucos vencedores falam é que esse amor foi suado, trabalhado, bem administrado nas centenas de situações do quotidiano.
Não é um presente da lotaria, nem da sorte, nem da magia.

É simplesmente o resultado concreto daquilo que foi um relacionamento maduro e crescente entre duas pessoas.

O amor, apesar de poder morrer, pode também vencer…







Novembro, 2005

11.21.2005

No despertar da alma, um toque...

Toque num simples olhar...
Toque de um aperto de mão…
Toque de uma emoção...
Toque de um beijo ardente...
Toque de correr contigo...
Toque de te sentir...
Toque de poder te amar...
Toque de deixar-te partir...

Para um imenso vazio que ficará em meu ser...
Toque de não te perder, por te querer...
Magoado pelo meu egoísmo e a ambição de te ter...
Toque de um despertar do amor...
Que invade o meu coração...
Toque de não mais te ver...
E assim, nesta amplitude do horizonte,
Vagueio no caminho escolhido por mim.
Te peço de coração e de alma... perdida, sofrida:
- Perdão!!!

Tocaste em meu ser...
Na tua doçura de me amar...
Perdi-te, sem perceber.
Mas, em mim, estarás eternamente...
Até eu perecer.


Novembro 2005

Só Talvez

Talvez como tu disseste seja mesmo isso que me falta...
Coragem
Talvez seja só mais uma desculpa minha...
Talvez seja só uma perca de tempo...
Tempo… ahh. Como se eu tivesse muito mesmo para gastar...
Ou talvez seja isso mesmo que me impeça de viver.
Não é que eu só penso nas oportunidades que desperdiço...
Mas sobra-me vontade e falta-me coragem para te amar e me entregar...
Desculpa, mas neste momento não tenho explicações, apenas lágrimas...
Minhas melhores companheiras nestas horas de desilusões, compreensíveis o bastante para chegar quando mais preciso delas.
Acho que tento sempre dizer-te todas as coisas do mundo.
Mas minha voz não é forte o bastante para isso, e agora quando me dou conta... Tu já não me escutas mais...
Sei que lá no fundo ainda acho que as coisas são para sempre...
E não são, meu amor...
Acho que tu, mesmo não me entendendo ás vezes, não vais estar sempre ali me escutando e me apoiando...
Sabes...?
As vezes prefiro a certeza de um “não” ou mesmo a incerteza de um “talvez” que a desilusão de um “quase”...
E ultimamente tudo anda ser “quase”...
Um “quase” que magoa muito.
Parece ser sinónimo de incapacidade, incompetência, e isso de alguma forma me incomoda, me aborrece e me entristece...
Queria saber dizer tudo que sinto, penso e quero para nós...
Mas é tudo tão difícil para mim...
Talvez seja difícil para ti também...
Desculpa-me...



Setembro 2005

Ser

Ser uma daquelas pessoas que passa e ninguém vê...
Ser a quem chamam de triste sem realmente conhecer...
Ser um que chora sem saber o verdadeiro porquê...
Ser só mais um ser...
Ser só mais um talvez…
Será?...

Última Lembrança

Nada ficou de ti, nem mesmo um beijo,
nem da mais terna tarde, os carinhos,
as nossas sombras já não se repetem:
não são lembradas por velhos caminhos.

Aceno e rio, mexo com as folhas,
penso em viagens, canto, fantasio;
atrás de mim meu rasto torto segue,
sem nem notar o teu rasto vazio.

A brisa canta, assanha meus cabelos,
e o sol doura as bordas dos abrigos,
sigo os mesmos pássaros pelo ouvido,
sem nem lembrar que foi assim contigo.

Mas, se nesses caminhos eu te visse,
eu lembraria todo o amor perdido.
Quantas palavras presas te diria,
tendo meus olhos tão entristecidos...

11.19.2005

Eu

Aceita-me como eu sou.
Não venho com garantia...
nem tenho a pretensão,
de ser alguém perfeito.
Toda a perfeição não posso ter.


Eu sou como tu:
sou da espécie humana,
sou capaz de errar.
O erro não é falha de carácter
e errar faz parte da Natureza Humana.


Eu vivo.
Eu sorrio.
Eu também aprendo!
Meu conhecimento é incompleto.
Estou na busca o tempo todo,
nas horas acordadas e nas horas de sono.


Eu tenho um longo caminho a ser percorrido,
assim como tu também tens.
Aprendemos as nossas lições pelo caminho.
Atingiremos a Sabedoria.


Assim, por favor,
aceita-me como sou!
Porque eu sou só eu.
Apenas eu.


Não há ninguém igualzinho a mim no mundo.
Esta é a única garantia que dou.
É assim que eu me sinto.
Eu tenho um coração.
Abre-o e vê-o!
Por favor, cuida bem dele.
Ele é tudo que eu sou.
Apenas eu…
Outubro 2005

11.17.2005

Pessoas de Presente

Vamos falar de gente, de pessoas...
Existe, acaso, algo mais espectacular do que gente?
Pessoas são um Presente.
Algumas têm um embrulho bonito, como os presentes de Natal, Páscoa ou festa de aniversário.
Outras vêm em embalagem comum.
E há as que ficaram machucadas no correio...
De vez em quando uma Registrada.
São os Presentes valiosos.
Algumas pessoas trazem invólucros fáceis.
De outras, é dificílimo, quase impossível, tirar a embalagem.
É fita-cola que não nunca mais acaba…
Mas... a embalagem não é o presente.
E quantas pessoas que se enganam, confundindo a embalagem com o presente?...
Por que será que alguns Presentes são tão complicados de abrir?
Talvez porque dentro da bonita embalagem haja muito pouco valor.
E bastante vazio, bastante solidão. A decepção seria grande.
Também tu amigo.
Também eu.
Somos um Presente para os outros.
Tu para mim, eu para ti.
Triste, se formos apenas um Presente-embalagem:
Muito bem empacotado e quase nada, lá dentro!
Quando existe o verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser mera embalagem e passamos à categoria de reais presentes.
Nos verdadeiros encontros humanos, acontecem coisas muito comoventes e essenciais: mutuamente nós vamos desembrulhando, desempacotando, revelando...
Já experimentaste essa imensa alegria da vida?
Aquela alegria profunda que nasce da alma, quando duas pessoas se comunicam tornando-se um Presente, uma para a outra?
O conteúdo interno é segredo, para quem deseja tornar-se Presente e não apenas embalagem...
Um Presente assim não necessita de embalagem.
É a verdadeira alegria que a gente sente e não consegue descrever, só nasce no verdadeiro encontro com alguém.
Abrimos e agradecemos o Presente…



Leila Decker (adaptado por Joca)

11.06.2005

CONFIAR É LIGAR COM FIO

Confiar nas coisas erradas é um dos motivos de as coisas não darem certo na sua vida.

Você culpa Deus, o destino, da sua desgraça.

Vocês confiam em segurança de emprego, em segurança de dinheiro, em segurança de casamento, e quando estas coisas falham, você culpa Deus, o destino, da sua desgraça.

Não existe culpa, mas a responsabilidade é sua, de confiar em coisas que não são tão confiáveis, assim.

Você é capaz de garantir que aquela mulher ou aquele homem com que você se casou vai ficar ali pra sempre? Você é capaz de garantir que a cabeça e o sentimento dele ou dela não mudem? Não pode garantir, porque não está em você, está na outra pessoa.

Você pode amarrar ela no pé da mesa, mas não pode impedir de não querer mais viver com você. E se pensa que, fazendo tudo pra agradar vai segurar, aí é que você perde, porque fica sendo um casamento forçado, pra inglês ver, não um verdadeiro encontro de almas. E você, presa naquilo, enquanto pensa que prende o outro!

Você pensa que ter dinheiro vai resolver todos os seus problemas, mas não vai. Porque o dinheiro é um fluxo que passa por você, fazendo as riquezas circularem na sociedade. E ele vai mudando, de mão em mão, e é pra isso que ele serve. Hoje está aqui, amanhã, está com o outro, e está cheio de gente que dormiu milionário e acordou sem nada, ou pegou uma doença e teve que gastar tudo que tinha guardado. Então, dinheiro não é garantia de coisa nenhuma!

E de emprego, eu nem vou falar! Você, que viveu no Brasil dos últimos tempos, já viu que emprego não garante coisa alguma a ninguém.

O que você necessita não é de ter dinheiro, é de uma certeza de saber fazer o dinheiro passar pela sua mão. Isso é a sua segurança. E isto está na alma, não está no dinheiro.

Não, não está errado procurar ter um dinheiro, um emprego, um casamento. Sempre pode haver uma estabilidade que dure por um tempo, mas você não pode se fiar nisso, pra adquirir a sua segurança, a sua confiança. Segurança é sentimento, não é coisa material.

Veja: o casamento e a família estão ali, com você. Há um prazer em ter alguém pra compartilhar momentos, trocar carinho. Mas quando você se torna dependente do seu casamento e da sua família, você acaba com tudo. Vira aquela relação neurótica, de posse, de exigência.

- Filho meu não vai a tal lugar! Mulher minha não usa roupa assim!

Um marido fala isso para parecer o dominador, mas é um dependente. Ele não curte a família, não entende as pessoas da família, ele só está viciado naquela sensação de mando que o faz se sentir um pouquinho melhor consigo mesmo. Um pouco menos porcaria. Ele usa isto para controlar a própria insegurança.

E as mulheres contribuem pra isso, quando não fazem nada se o marido não deixa. Porque marido não tem que deixar ou deixar de deixar. Isso não é papel de marido. Mas como ela é uma pamonha, precisa saber se ele aprova o que ela está querendo fazer, porque se - Deus a livre - algo der errado, ela pode correr pra baixo da asa dele. E ele, até pra proteger ela de si mesma (tão insegura!), se intromete:

- Não vai lá! Não faz isso não! Faz assim...

O que que é isso, minha gente? Segurança de casamento? Como é que duas pessoas que não têm segurança em si podem construir uma segurança num casamento? Baseados em quê?...

Mas eu estava falando em segurança. Em confiar na coisa certa, e desviei um pouco o assunto. E se desviei, deve ser porque tem gente precisando, porque eu confio muito na minha intuição.

Confiança é um sentimento que brota de dentro de mim, em relação a mim mesmo, junto com as forças espirituais que me ajudam no meu progresso: as leis de Deus, os Espíritos protetores e mentores. Isto sim, é digno da minha confiança, porque não é matéria e nem depende de ninguém mais, só da minha ligação com estas forças.

Eu sei que eu posso fazer coisas, e sei que posso contar com elas pra me ajudarem sempre. A lei não muda, Deus não muda, e se eu estou com eles, estou seguro. De onde vem esta segurança, de uma fé cega? De jeito nenhum. Vem de uma fé que enxerga muito bem, que olha as coisas muito de perto, que vai nos detalhes e identifica a perfeição funcionando, onde quer que olhe.

Mas como tudo isto é invisível, é preciso olhar com os olhos da alma e entender com o coração.

Confiar significa ligar com fio. Atar. Fazer uma aliança com você de um lado e Deus do outro, ambos fortes, ambos firmes, ambos seguros.

Porque, segundo o ditado de que a corda arrebenta do lado mais fraco, você pode ter certeza de que nunca vai ser do lado de Deus. E então, que não seja do seu!...

- Ó, Deus, cê segura daí, que eu seguro daqui, viu?

E fica firme. Porque aí, pode até o planeta Terra cair de sob os seus pés, que você continua pendurado nesse fio, nessa ligação forte que você tem com Deus e com o invisível.




Leila Decker

Paixão...

O que é a paixão?
Empolgação?
Prenúncio de amor?
Parcela de amor?
Ilusão?
Maldição?
Alucinação?
Engano?
Parvoíce?
A Paixão é o início de um amor que pode nunca acontecer...
Proporciona momentos de extremo prazer, mas, mesmo assim, pode fazer-nos sofrer!

Outubro 2005

Tripes Temporais

Deveria ser concedido mais tempo aos que dele precisam,
Para que o entrusamento exista de verdade,
Há que dispender desse precioso bem que escasseia em por aí em vão
O Tempo...
Urge de tal maneira rápido que nem o vemos descansar...
O Tempo não nos dá Tempo para partilhar...

11.02.2005

o AmOr QuE nUnCa FiZ

O amor que eu nunca fiz tinha cheiro de pecado
Tinha um monte de carinhos guardados
Tinha início num simples beijo
Que terminava envolto em milhões de desejos.
O amor que eu nunca fiz era criança
Era alucinado e acalorado
Depois virou adolescente e carente
Mais tarde, um senhor
Triste e empalhado
Escondido dentro do passado.
Tinha cheiro de jasmim,
Perfume de alecrim,
A cor da aurora
Teria sido um instante de glória
Talvez o começo de uma história.
Chamava por mim,
Sempre foi assim...
No silêncio da madrugada,
Nalguma hora encantada...
Ele era fantasiado de alegria
Escondido atrás da agonia
Quente e louco,
Perturbado e indiciplinado
Era medroso, cheio de angústias
Partículas de tormentos
Cheio de instantes e momentos.
O amor que eu nunca fiz chamava-me, enfeitiçava-me
Tentava levar-me ao final da estrada
Mas minha fuga era sempre alucinada
Fuga de lágrimas, sem palavras.
O amor que eu nunca fiz era gelado
Frio e molhado
Doce e salgado
Fugitivo e enraizado
Seco e atormentado
Imperfeito e arruinado.
O amor que eu nunca fiz...
Deixou-me marcas por toda parte
Por cada pedaço do meu corpo
Nos lábios e no rosto
No peito e na emoção
Na saudade e no coração.
Fugiu de mim
E vai ser sempre assim...
Porque o amor que eu nunca fiz
Riu quando eu não quis
Embora eu saiba
Que dentro do meu coração ficou um vácuo
Uma ilusão
Uma estranha sensação...
Mas o amor que eu não fiz ainda me atormenta
Ainda me alimenta
Ainda me satisfaz
Ainda é capaz...
O amor que eu nunca fiz de certa forma, eu já fiz
Quando olhei nos teus olhos
Quando imaginei beijar tua boca
Que sensação louca...
Quando nas noites de verão
Peguei na tua mão
Quando o teu corpo se encostou ao meu
E enlouquecido eu quis o teu.
O amor que eu nunca fiz abriu-me uma porta
Iniciou uma história de derrota
E de glória
De despedida e partida
De amizade sofrida
De paixão, amor e dor.
O amor que eu jamais fiz foi o nosso peso
Foi a nossa medida
Nosso pesadelo
E nossa dívida...
Foi nosso desespero
E ficou sendo, também,
O nosso segredo...
O amor que eu nunca fiz foi, justamente, de todos... o melhor amor...
Autor desconhecido, adaptado por Joca

Angel of Mine

When I first saw you I already knew,
There was something inside of you,
Something I thought that I would never find,
Angel of mine.
I look at you, Lookin at me,
Now I know why they say
the best things are free
I'm gonna love you girl, you are so fine
Angel of mine
How you changed my world, you'll never know
I'm different now, you helped me grow,
You came into my life sent from above,
When I lost all hope you showed me love
I'm checkin for you girl, you're right on time
Angel of mine
Nothing means more to me than what we share
No one in this whole world can ever compare
Last night the way you moved is still on my
Angel of Mine
What you mean to me you'll never know
Deep inside I need to show
You came into my life sent from above
Sent from above
When I lost all hope, You showed me love
I'm checkin' for you girl, you're right on time
Angel of Mine
I never knew I could feel each moment
As if it were new
Every breath that I take, the love that we make
I only share it with you
When I first saw you I already knew
There was something inside of you
Something I thought that I would never find
Angel of Mine
You came into my life sent from above
When I lost all hope you showed me love
Im checking for you girl, you're right on time
Angel of mine
How you changed my world, you'll never know,>>
I'm different now, ou helped me grow
I look at you lookin at me
Now I know why they say the best things are free
I'm checkin for you girl, you're right on time
Angel of mine

10.23.2005

Poesia Brasileira

Tem dias que a gente se sente
Um pouco talvez menos gente
Um dia daqueles sem graça
De chuva cair na vidraça
Um dia qualquer sem pensar
Sentindo o futuro no ar
O ar carregado, sutil
Um dia de maio ou abril
Sem qualquer amigo do lado
Sozinho em silêncio calado
Com uma pergunta na alma
Por que nesta tarde tão calma?
O tempo parece parado?

As Profecias - por Raul Seixas

10.22.2005

O Meu "Eu"

Sinto a intensa falta de um certo alguém...
Sinto falta de um sorriso,
da inocência doce,
da segurança que um dia eu tive...
De uma vida toda planeada...
Com horários devidamente acertados.
Hoje nada se encaixa, nem gostos...
Tão longe dos objectivos, fora da rotina.
Nem todas as minhas tentativas são boas.
Falta um encaixe, uma energia, um "à vontade",
certas coisas inevitáveis,
mas sempre uma procura intensa e mais constante...
Tentando torna-me actual ao meu mundo apresentável,
sem essas coisas de horários marcados,
deixando acontecer, não sabendo lidar tão bem...
Hoje homem, intenso homem,
com sede de tudo que há...
Com saudades de tudo que vivi e de tudo que está para vir...
com muitas saudades do futuro incerto...
Entre tantas inseguranças,
procuro sempre o meu "eu".

10.19.2005

Coisas de dizer e não dizer...

Há certas coisas que se devem dizer e outras que não. Por exemplo: Será que ou conseguir fazer isto e aquilo? Ora muito bem!... Se formos pensar sempre assim, nunca iremos conseguir avançar no ideal que tentamos traçar.Temos, isso sim, de pensar no que queremos fazer e avançar de imediato, ou corremos o risco de falhar mesmo antes de começar. Digo isto em relação a quase tudo a que nos propomos fazer na vida, pois não se esqueçam que a Vida é apenas um período de férias que a Morte nos concede. Aproveitar bem essas "férias" é isso mesmo, avançar! Pois o Passado é apenas um livro escrito e o Futuro deixa saudades porque, além de ainda não ter chegado, nós temos saudades do que não vamos poder fazer depois de terminado o período de "férias". Certo? Por isso costumo dizer que olho para o Passado com saudades do Futuro. Será que é isso mesmo ou estou enganado?

8.25.2005

Sortes

Inseguramente,
Por lugares incertos,
Enquanto a horas se desatam
Entre raivas e apertos.
Entre fogo cruzado,
Promessas de sucesso
Ainda dou por mim
Com as ideias viradas do avesso.

São sortes a mais
Correntes, ideais
Da minha vida à toa.

Por mais que se entrelacem
As voltas ao juízo
Há sempre aquela estrela que não falha,
No momento preciso.
Eu nunca faço drama.
Sou um tipo sem jeito
Não sei andar a direito
Do lado errado da fama.

São sortes a mais
Correntes, ideais
Da minha vida à toa.

Aparte 1991

8.24.2005

Avançaste mais um passo

Avançaste mais um passo,
Não quiseste mais parar.
Para ti não há espaço
Aqui, nem noutro lugar.

Sem a Morte não há Lei
Que te dê a sensação,
O Mundo não é eterno
Quebra agora a tradição!

Parte só p'ra enfrentar,
Nada mais tens a perder.
Tu tens fome de ganhar
E a sede de vencer.

Em silêncio jaz o ser,
Sem imagem nem perdão
Só que os deuses do Poder
Já perderam a razão.

Eles não querem perder,
Mas não conseguem contar
Que a Verdade é pra esconder
E a Mentira p'ra roubar

Não há selva que suporte
Tanta história mal contada
Aqui a Lei do mais forte
Já não interessa nada.

João Paulo (1993)

8.20.2005

Amigos do cavalo


Aos amigos do cavalo,
Um conselho eu quero dar,
Pois é preciso ter galo
Para tal amigo arranjar.

Começam por brincadeira,
Pensando passar ilesos.
Mas ele agarra à maneira,
Sem darem por isso estão presos.

Começa a degradação,
A física e a moral.
Em nada vêem razão,
Para combater esse mal.

Depois disso, o tal amigo
Das curtes e do prazer,
Começa a mostrar o perigo
Em que se foram meter.

Já nada os satifaz.
Nem família nem amigos.
E por falta dessa paz,
Logo aparecem mais perigos.

Esse amigo traz amigos
Com uma amizade tal,
Que nem mesmo inimigos
Lhe fariam tanto mal.

São picos atrás de picos,
E mais um para dormir,
Que os transformam em detritos,
Mas as dores não vão sentir...

E assim, dia após dia,
Correndo atrás do cavalo,
Lá vão perdendo alegria,
Lá vão aumentando o calo.

Até que um dia fatal,
Por terem de aumentar a dose,
Esse cavalo mortal
Lhes provoca a overdose

O cavalo é um bandido
Que corre pelas veias
De quem, sem pensar no perigo,
Se atreveu nas suas teias.
Joca (1995)

Revenge

Who ever wants to die
Desearves with no mercy
A rope for a tie

Opções de Vida - Anarquia


A incerteza das minhas crenças traduz-se, agora, mais do que nunca, na razão das minhas lutas.
Se os lobos uivam à noite e incomodam o sono da Lua, também eu tenho o direito de abalar o mundo com os meus "porquês"!
Todo aquele que geme, sofre.
Todo aquele que grita, é ouvido.
Ás vezes não basta gritar... é necessário explodir para ser ouvido.
Portanto só me resta ser sensível e imponente.
Vou, então, viver de contradições...

8.16.2005

Coisas de Política...


É incrível como se pode verificar que me certos países da Ásia foi declarado estado de emergência devidos aos incêndios e, inclusivé, foi-lhes oferecida ajuda por outros países vizinhos... Porque é que não foi declarado o mesmo no nosso país no início da época de incêndios que, como todos sabem, já devastou, mais uma vez, quase metade dos recurso verdes do nosso pequeno país. Acho que devíamos seguir o exemplo de outros países pois só assim será possível combater o flagelo que todos os anos nos ameaça nesta época. Devemos tentar apagar fogos com os submarinos que o antigo ministro da defesa (Paulo Portas) adquiriu...? cada um custou 1 milhão de euros. Dava para comprar alguns aviões de combate a fogos e helicópteros também. Já só temos 25 aviões em todo o país... já viram?

8.14.2005

Estrada Assassina

Pela estrada fora vou curtindo a paisagem
Não penso em mais nada quero apanhar aragem
Apanhar aragem
Curtir a paisagem
Não pago portagem
Eu estou de passagem

Sempre atinadinho vou curtindo o caminho
E cantarolando eu lá sigo sozinho
Sigo sozinho
Sigo o caminho
Sigo sozinho
Sem ganza nem vinho

Eu não quero morrer na estrada assassina
Eu quero viver quero ficar por cima
Ficar por cima
Da estrada assassina
Ficar por cima
Da estrada assassina.


Pedro Faísca (1987) + Aparte (1989)

Jogos

Deambulando pela estrada
Tentas gritar, mas em vão
Tudo à volta é solidão

Entraste no jogo errado
Não consegues evitar,
Não estás bem em nenhum lado.

Podes não querer andar
Podes não sobreviver
Neste jogo tu ficaste a perder

Todos te querem tramar
Já ninguém te pode ver
Neste jogo tu ficaste a perder

Andaste de bairro em bairro
Não soubeste controlar
Não te conseguiste achar

Nem p'rós amigos te viraste
Não soubeste dialogar
Nem a vida agarrar

Podes não querer andar
Podes não sobreviver
Neste jogo tu ficaste a perder

Todos te querem tramar
Já ninguém te pode ver
Neste jogo tu ficaste a perder

Pensaste que sabias voar
Não quiseste mais saber
E agora acabaste por morrer...
Joca e João Paulo (1991)

8.13.2005

Coisas Mórbidas

Numa estrada com quinhentos metros
Estavam quinhentos mortos com os olhos abertos
A Morte colheu-os aos molhos
E nem tiveram tempo de fechar os olhos

A Monte

Nos sítios e locais
Onde não deves ir,
Há produtos banais
Prontos a consumir
Revistas e jornais
Que ninguém quer ler ,
Discursos ideais
Que ninguém quer ouvir.

É o Reino do vazio
Que nada tem p'ra dar,
É o vento que assobia
Sem vontande de parar.
E tu olhas a merda
Contente e a sorrir,
Enquanto eu olho o espaço
Com ânsia de fugir...

Eu olho o espaço
Com ânsia de fugir.

Eu só tenho o céu como horizonte.
Estou fugido, ando a monte...

Os homens que não choram
Anseiam por gritar
E os homens que não gritam
Anseiam por berrar.
São estranhos os palhaços
Que riem sem mostrar.
Não saias do teu número
Não caias do altar.
Não olhes para o lado,
Não saias do lugar,
"Senhoras e Senhores:
O show vai começar"
E enquanto o pano desce
E o aplauso está a subir,
Eu olho para o espaço
Com ânsia de fugir.

Eu olho o espaço
Com ânsia de fugir...

Eu só tenho o céu como horizonte.
Estou fugido, ando a monte...


Febre Ébria - 1991

A Coisa do Dia


Todos os conflitos das sociedades na quais reinam as condições modernas de produção anunciam uma imensa revolução social internacional.

(in: A Queda do Fascismo - Maio de 1974)

8.12.2005

Os Nuclíadas (1988)


Ás armas e aos barões assassinados,
Que pela costa Lusitana passaram,
Lixo e entulho p'ra trás deixaram
Naquela taprobana destes anos.

Por guerras nucleares esforçados,
Mais do que se vê na televisão,
Muitos mais morrer ainda irão,
Com uma série de botões carregados.

Ainda mais há p'ra dizer
Acerca deste mundo ao relento.
Há p'ra aí gente de talento,
O que não querem é dizer.

Cessem, ò Russo, ò Americano
As conversações grandes que fizeram.
Destruir vidas não queiram,
Pois eu a minha ainda amo.

Fome e guerra devastadoras
Irão assombrar esta esfera.
Pois este mundo não espera
E o relógio marca as horas...

Ò triste sorte a nossa,
Onde iremos nós parar?
Eu temo que por este andar
Iremos todos para a fossa...

Joca - 1988

A Minha Casa - Os Mortos Também Falam (1990)


A minha casa é de pedra mármore e floreados.
Só tem cave.
Mas o telhado é o mais admirável.
Existem flores, muitas flores.
Existem vizinhos, muitos vizinhos.
Não são nada barulhentos.
Os caminhos são estreitos e a minha casa também.
Nem imaginas...
Tantas são as árvores que nos rodeiam...
Fico enervado com as visitas. Trazem flores e vão tristes à minha casa.
Estou só e preciso de alegria, de conversar.
Mas elas não compreendem e vão lá para chorar...
Acordem meus porcos!!! Dizem-se humanos e racionais?
Conversem e não briguem!!
São uns homens nojentos, falsos e imundos.
Só gostam dos meninos da moda, dos duros e dos ricos...
E tantos existem por aí que, por não o serem, são homens a sério!!!
E que se deram bem comigo.
Agora espero que lutes por um mundo melhor.
E que tenhas os pés bem assentes na terra, porque eu já não os tenho!!
Vem visitar-me...


Joca - 1990

Coisas de sorrir



Pensamento de hoje é:

Sorri.
Sorri sempre.
Mesmo que o teu sorriso seja triste.
Porque mais triste que um sorriso triste,
é a tristeza de não saber sorrir.

A Fonte de Morpheu


Visto que ninguém adivinhou eu digo: este poema é de Florbela Espanca (Poetisa: 1894 – 1930). Este poema foi musicado pelos Febre Ébria, banda a quem pertenci, do género underground. se quiserem ouvir a música mande-me um mail. Vale a pena ouvir. É declamação apenas, bem ao estilo de Florbela...

Ó Noite porque não vens,
E não me embalas no teu regaço?
Queres que te veja nada e morta
E não beba o mel que tu conténs?

É então que Morpheu, por fim, vence
E pelo cansaço se aproxima
É o turpor que em mim se instala
E a razão já não convence.

Agora já só o Sono dita.
Só Ele cogita e conjura
E faz da sua Ditadura
Fonte que jorra infinita

Fonte de mel, apetecida
Que quer furtar a realidade
No seu regato há crueldade
Por não dizer se é dela a Vida.

8.04.2005

Já viram coisas destas?

Andamos nós aqui a apertar o cinto, depois do nosso Primeiro-Ministro ter aumentado o IVA de 19% para 21%, mesmo depois de ter prometido que não o iria fazer, claro! E ele tira 15 dias de férias no Quénia, pois o nosso país não deve ser suficiente pra ele. Será que o preço da viagem dele tem 21% de IVA? Ou seremos só nós a pagar? Pois aqui fica este pensamento pra que se reflicta sobre o que é politicamente correcto e o que não é! Acho que nem vale a pena colocar uma foto...! Vai lá vai...

7.25.2005

Diz-se...



O que venho aqui dizer é que esta é uma praia da qual muitos ainda conseguem sequer pensar em conhecer. Mas eu explico:
Esta é a praia da Torralta, em Alvor - Algarve. Tem quase sempre um ambiente calmo, mesmo no verão. Nunca tem muita gente e além disso a água é praticamente morna. a imagem é o que se vê, pois... Tem uma areia limpa, tirando a flora que lá existe (e alguns insectos rastejantes). Mas isso é bom sinal!! Significa que não está tão poluida assim... pois.
Se voçês soubessem os momentos BONS que eu passei nessa praia... ui ui.
Só têm uma coisa a fazer: ir lá. Depois digam-me se valeu ou não a pena...